Corredor de Exportação
Brasil e Guiana: pavimentação de estrada e construção de porto em Georgetown
Repórter: Secom | Edição: Secom | Foto: Secom

Uma das principais alternativas para alavancar as exportações roraimenses e o comércio com os países do Caribe, Europa e Ásia, a saída marítima pela República Cooperativista da Guiana volta a ser pauta entre os dois países em uma conferência realizada neste final de semana com a participação de autoridades brasileiras e guianenses.

 

Em debate estará a viabilidade de construção de um porto de águas profundas em Georgetown e a pavimentação asfáltica da estrada que liga Lethem, na fronteira com o Brasil à capital guianense.

 

O secretário Estadual de Planejamento, Alexandre Henklain e o presidente da Aferr (Agência de Fomento de Roraima), Weberson Pessoa, estão em Georgetown representando Roraima na rodada de discussões.

 

Eles participam ainda dos estudos iniciais para construção do porto de águas profundas de Georgetown, possibilitando a criação de um corredor de exportação entre Brasil, Guiana, Venezuela e países do Caribe.  

 

O encontro terá a participação da representante do Banco Central da Guiana, Sophie Makonnen, do Ministro de Infraestrutura da Guiana, Geoffrey Vaughn, do economista da HPC Hamburg Port, Andreas Nohn e do consultor da HPC Hamburg Port, Peter Catdebrind, além de representantes do Banco Mundial. É a primeira rodada da retomada das discussões sobre os dois projetos, que acontece no Hotel Pegasus, em Georgetown.

 

O projeto de construção do Porto será executado pela empresa alemã HTC Hamburg Port Consulting Gogh e financiado pelo BID (Banco Internacional de Desenvolvimento) devendo explorar o modelo de exportação. 

 

A pavimentação da estrada no trecho entre Lethem e Georgetown, de aproximadamente 700 quilômetros, será financiada pelos governos do Brasil e da Guiana. Nesse primeiro momento estão sendo apresentados os resultados iniciais do estudo e as análises de corredores de comércio, logística de fretes e medidas de facilitação para a futura ligação rodoviária entre os países, com maior infraestrutura.

 

Também serão apresentados os estudos iniciais para construção do porto que pode ser em Georgetown ou Nova Amsterdã. Roraima não terá participação direta nos investimentos que serão feitos para execução dos dois projetos, esclareceu Henklain. “o Estado não vai financiar as obras, mas terá participação importante, porque se localiza no eixo do futuro corredor de exportações e será beneficiado porque empresas e produtores roraimenses, terão melhor opção para escoar produtos para grandes mercados. É uma boa notícia esses dois projetos. Eles vão beneficiar Roraima, Amazonas e naturalmente o Brasil", finalizou o secretário.